'Midnights': o que achamos do novo álbum de Taylor Swift (2023)

Sempre que Taylor Swift anuncia um novo álbum, a expectativa dos fãs - dos curiosos, dos que só gostam dos singles e até dos haters - é alta. E não é para menos: rainha do marketing, a loirinha dona de hits sabe fazer o storytelling de cada nova era para que o público fique ansioso em relação ao que vem por aí. Com "Midnights", lançado na madrugada desta sexta (21.10), não foi diferente - especialmente depois dos elogiadíssimos "Folklore" e "Evermore". Mas, para quem se apaixonou pela era folk da cantora, adianto: as novas faixas podem vir acompanhadas de um pouco de frustração.

"Midnights" - Taylor Swift — Foto: Reproduçã/Instagram @taylorswift

Do country do primeiro álbum, "Taylor Swift" (2006) ao folk indie e mais conceitual da era "Folklore/Evermore" (2020), passando pelo pop de "Red" (2012) e "1989" (2014), a artista provou que sabe se reinventar e surpreende com seu amadurecimento musical a cada novo projeto. Tendo as experiências pessoais como principal inspiração, Swift conquistou uma legião de fãs com as "canetadas das loirinhas" - termo muito usado no TikTok, ou "Swiftok", como ficou conhecido os conteúdos sobre o universo da cantora por lá. E também a crítica, vale dizer, como apontam seus inúmeros prêmios e a possibilidade de concorrer na categoria "Melhor Curta-Metragem" no Oscar de 2023 com o short-film de "All Too Well", dirigido por ela.

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Com tudo isso, para quem se surpreendeu com o novo momento musical que Taylor mostrou nos dois últimos álbuns e com as constantes transformações nos projetos, "Midnights", em um primeiro momento, pode não atender as expectativas por parecer olhar para trás em vez de seguir em frente. Desde a faixa que abre o disco, "Lavender Haze", fácil lembrar dos arranjos e vocais que já conhecemos em "Reputation" (2017) - assim como acontece em "Vigilante Shit" e "Bejeweled", se for para destacar mais algumas.

"Midnights" - Taylor Swift — Foto: Reprodução/Instagram @taylorswift

Isso não significa, no entanto, que o novo álbum seja inferior por retomar o conceito pop em vez de ser uma continuação da entrada de Taylor Swift no mundo do indie folk - que rendeu feats com Bon Iver e The National. Mas pode vir acompanhado de decepção por se parecer demais com o que já foi feito anteriormente, em outro momento da carreira, em vez de surpreender com o conceito que toda a prévia e spoilers pareciam entregar.

Em várias faixas - especialmente em "Labyrinth" -, fácil lembrar de "Delicate", talvez uma das melhores do "Reputation". Mas a sensação de quem já ouviu algo parecido antes permeia quase todo o álbum - até pelo fato de muitas delas se parecerem entre si - , e pode comprometer a experiência de quem esperava uma nova "The 1" - a perfeita e subestimada faixa que abre "Folklore" - para atualizar a lista das favoritas de Swift.

Versão com mais 7 faixas e easter-eggs do clipe de "Anti-Hero" movimentam lançamento

Mas, novamente, Taylor é a rainha do marketing e do storytelling. Depois do aguardado "Midnights" - que ficou disponível com as já anunciadas 13 faixas nas plataformas às 00h dos Estados Unidos e 1h daqui -, às 3h chegou uma versão do projeto com mais 7 músicas (e como não ficar empolgada com a diva que entregou mais sem prometer?). Easter-eggs também são com ela, e tem vários deles no clipe de "Anti-Hero", que também já está disponível. Confira:

Sabe os óculos de coração usados na época do "Red"? E o telefone vintage e as famosas orelhinhas de coelho do clipe de "22"? Pois então, todos eles aparecem aqui como acessórios dos fantasmas que fazem parte do clipe, como uma representação de outras eras a assombrando. E tem mais: o vestido preto da turnê "Fearless" é o look da parente desagradável (que, não por acaso, também tem o mesmo cabelo loiro, longo e com cachos que Taylor usava nesse período); e o violão quebrado no vídeo é o azul que a estrela usou na turnê do álbum "Speak Now". Ela sabe, mesmo, como levar os fãs à loucura!

"Midnights" - Taylor Swift — Foto: Reprodução/Instagram @taylorswift

Jack Antonoff, Zoe Kravitz e mais: as parcerias de sucesso em 'Midnights'

Em post no Instagram, minutos depois de divulgar a primeira parte de "Midnights", Taylor Swift escreveu sobre o conceito do álbum e agradeceu às parcerias que contribuíram para o resultado final. Os elogios ao produtor Jack Antonoff, que trabalha junto com a cantora desde o disco "1989", foram destaque: "Eu não poderia estar mais feliz que meu copiloto nesta aventura foi @jackantonoff. Ele é meu amigo para a vida toda (presunçoso eu sei, mas eu mantenho isso) e nós estamos fazendo música juntos por quase uma década", escreveu. Ela também agradeceu ao time de colaboradores, que incluem Lana Del Rey - que faz dueto com Swift em "Snow On The Beach" - e Zoe Kravitz, que assina as composições de "Lavender Haze" e "Karma".

Sobre o conceito do disco, Swift finalizou escrevendo: "Midnights é uma colagem de intensidade, altos e baixos e fluxos e refluxos. A vida pode ser escura, estrelada, nublada, aterrorizante, eletrizante, quente, fria, romântica ou solitária. Assim como a Meia-Noite". Confira o post:

Faixas que já entraram no repeat e as que menos agradaram:

Tem álbuns que não gostamos a princípio e depois acabam entrando para a lista de favoritos (no meu caso, "Harry's House" que o diga); músicas que costumamos não dar muita atenção em discos que ouvimos o tempo todo e que, depois, viram queridinhas (e aqui a referência é para "Stop This Song (Love Sick Melody", do álbum Riot! do Paramore). Mas, mesmo sabendo que tudo pode mudar depois de alguns dias, ou até mesmo a cada novo play, depois de ouvir "Midnights" duas vezes, as primeiras impressões já definiram as favoritas e as que não empolgaram tanto para ouvir novamente (pelo menos, por agora).

Taylor Swift - Midnights — Foto: Reprodução/Instagram @taylorswift

Após um leve desapontamento com a primeira, por não ser a pegada que eu estava esperando, a faixa seguinte, "Maroon", me conquistou já nos primeiros segundos - e, no refrão, ficou claro que entraria para a minha playlist de "No Repeat". Talvez esperasse um pouco mais do feat com Lana Del Rey em "Snow On The Beach", não nego; mas não ouso pular. A junção das vozes das duas cantoras agrada e a melodia, que me faz lembrar um pouco do conceito do álbum "Lover", envolve.

Agora, "You're On Your Own, Kid", embora seja uma das que mais remetem a trabalhos antigos da Taylor, talvez seja minha favorita. Todo o talento descritivo e intensidade das composições de Taylor estão ali, e o modo como a melodia cresce, ganha força, e acaba com um corte seco são elementos que parecem anunciar um possível hit. Já para os fãs da era folk, como eu, também vale ouvir com atenção "Sweet Nothing" e "The Great War".

"High Infidelity", que apareceu na leva da edição de 3 A.M, me conquistou mais pelo nome - que, claro, logo me fez lembrar da série High Fidelity - que pelo que ouvi ao dar o play. E "Glitch", embora me lembre os vocais de "Dress" - mais uma do "Reputation" que gosto bastante - não despertou a vontade de ouvir novamente. Mas, dentre as que menos gostei do som neste primeiro momento, destacaria "Lavender Haze" (sim, logo a primeira! E sim, logo a que tem Zoe Kravitz, que amo, na composição ) e "Vigilante Shit".

No entanto, entre decepções, músicas que já amamos e outras que ainda podem conquistar, toda boa swiftie pode aguardar novos clipes cheios de conceitos e referências por aí - além das demais surpresas que a cantora já é conhecida por organizar (ela fez uma versão de 10 minutos e um curta de All Too Well, sabe?). Enquanto isso, seguimos por aqui redescobrindo "Midnights" a cada play...

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Author: Kerri Lueilwitz

Last Updated: 01/28/2023

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